Janeiro já se foi… Estou com saudades de Bom Despacho
Considero Bom Despacho muito receptiva e carinhosa com todos, especialmente por causa das pessoas, dos habitantes da cidade. Por isso, continuo sem entender a depredação.
Fazia muito tempo que eu não ficava tantos dias longe de Bom Despacho. Eu e minha namorada bom-despachense saímos da cidade no dia 2 de janeiro, logo após passarmos a noite de ano novo junto a amigos queridos, na casa do professor Lao, com destino a São Paulo.
Vim para cá para visitar meus irmãos e minha filha e aproveitar as férias na APAE para levar meu irmão Rafael para médicos diversos, já que seu plano de saúde só funciona na minha cidade natal.
Na semana do Carnaval devemos voltar a Bom Despacho, para aproveitar a festa e porque as aulas da APAE já devem recomeçar no começo de fevereiro.
Já estou com saudades do ritmo de vida em Bom Despacho…
Atos de vandalismo na cidade. Por quê?
Apesar da distância de Bom Despacho, sigo o Jornal de Negócios (www.ibom.com.br) para manter-me atualizado sobre a cidade. A primeira manchete que me chamou a atenção foi sobre um homem que foi preso por depredar o patrimônio do município.
Eu sempre entendi que as pessoas que sujam a cidade (jogam lixo no chão, por exemplo) ou depredam placas de trânsito, esculturas, fachadas de bancos ou lojas, enfim, que maltratam a cidade na qual vivem, como pessoas que não se sentem pertencentes àquele lugar.
Em São Paulo, é fácil perceber isso, pois há muita gente que veio para a cidade só por razões financeiras, para ganhar dinheiro, mas que odeiam a cidade por vários motivos, muitos até fáceis de entender. Mas, ler sobre alguém que foi preso por depredar vasos da cidade e quebrar a placa “Eu amo Bom Despacho”, é muito diferente do que estou acostumado a ver em minha cidade natal. Por que esse homem resolveu quebrar itens públicos em Bom Despacho? Mesmo que estivesse alcoolizado, a origem do ódio não tem nada a ver com a bebida, mas à sua relação com a cidade.
Continuo sem entender, pois considero a cidade de Bom Despacho muito receptiva e carinhosa com todos, especialmente por causa das pessoas, dos habitantes da cidade. Por que ele fez a depredação? Gostaria de entender isso melhor…
Paixão pelos bichos
Os raros leitores e raras leitoras sabem que adoro animais. Fico emocionado por encontrar animais silvestres durante minhas corridas pelas estradas de terra de Bom Despacho.
Ao ler sobre uma jiboia que foi achada no perímetro urbano, uma cobra de 2,5 metros e pesando 25 quilos, fiquei imaginando minha emoção se eu encontrasse um animal lindo desses. Claro, já encontrei cobras grandes durante meus exercícios, mas nada parecido com essa jiboia enorme.
Sei que muitos moradores de Bom Despacho odeiam cobras, especialmente. Lembro de um de meus primeiros textos para o Jornal de Negócios, relatando que eu estava tentando tirar uma cobra da Estrada do Pica-Pau, quando um carro passou por mim gritando para eu deixá-la morrer. Entendo isso, pois cobras são mais comuns em Bom Despacho do que em São Paulo. E isso explica meu fascínio por animais silvestres. Espero encontrar uma dessas jiboias em breve!
Época dos pequis
Sei que os pequis são causa de rachas familiares, entre amigos, dividindo o mundo em dois grupos: 1) os que gostam de pequis e 2) os que odeiam os pequis. Eu sou do grupo que gosta da fruta.
A primeira vez que tive contato com um pequi foi em Goiânia. Na época, eu frequentava Goiânia por questões profissionais e era professor de uma grande faculdade. Um aluno me perguntou se eu gostava de pequis e eu respondi que só conhecia pequi em um prato que eu comia em um restaurante paulistano. Mas, que não sabia o que era um pequi. Esse aluno, então, me levou até uma esquina da cidade e me mostrou árvores e, depois, me levou até umas banquinhas que vendiam pequi. Claro, me ensinou como comer, cuidando para não morder a fruta e ser “atacado” pelos espinhos.
Quando comecei a visitar a cidade de Bom Despacho, reencontrei os pequis e, para minha sorte, minha namorada bom-despachense adora a fruta.
Não vejo a hora de voltar a Bom Despacho e me empanturrar comendo pequis. Comendo e cheirando a fruta, cujo odor eu adoro!
Taxas e impostos – para que deveriam servir?
Li um texto sobre mudanças no IPTU em Bom Despacho. Li sem muito interesse, pois não tenho imóveis na cidade. Porém, no meio do texto, fiquei chocado, pois a matéria informava que as propriedades mais precárias ou menores passarão a pagar, proporcionalmente, mais do que as propriedades de luxo da cidade.
Quando estudei economia na faculdade, eu tive um professor que me ensinou a entender que taxas e impostos deveriam ser cobrados em volume proporcional ao bem ou ganho, ou seja, quem tem mais deveria pagar mais e quem recebe menos, deveria pagar menos.
Claro, como as leis são feitas pela elite e seus representantes, ganha a batalha quem tem mais dinheiro e poder. Pena! Não deveria ser assim, nobres vereadores e nobre prefeito!
Irmãos saudosos de Bom Despacho
Eu não vejo a hora de voltar para minha aula de viola no projeto Cumba das Artes e rever meu professor Wagner e meus amigos do curso. Curso gratuito, amigo, além de ser de excelente qualidade!
E meu irmão Rafael não vê a hora de voltar para suas aulas na APAE e rever seus professores, os funcionários e seus amigos. Além, claro, de reencontrar sua namorada Cidinha.
Logo, logo estaremos por aí, amigos bom-despachenses! (Portal iBOM / Alexandre Magalhães / Foto iBOM).

