O aconchego das mães e o horror das guerras

 

AELSON ZUCA LOBATO – No último fim de semana fui com minha mulher visitar uma de nossas três filhas em Belo Horizonte. Quando as outras duas ficaram sabendo da nossa presença marcaram um daqueles bons encontros familiares.

À noite do mesmo dia o aconchego aumentou na parte da casa onde as conversas ficam desenvoltas, lembrando as conhecidas “cozinhas de roça”, lugares normalmente amplos onde todas as gerações ficam livres para os assuntos, cheios de histórias e apresentações.

Nesse encontro eu fiquei mais nas observações de um grupo que falava sobre a importância do dia das mães e era formado mais por mulheres.

Entre todos os presentes meu olhar observava as mães, as verdadeiras catalisadoras dos afetos, a figura que realmente mostra o amor de tudo que representa o nascer da vida.

Na minha frente minha mulher adulava com o carinho do olhar as três filhas-mães e essas todos os seus filhos. Todas esparramando no ambiente a sensação do calor humano do acolhimento.

De repente meu pensamento fugiu do ambiente e foi parar na Ucrânia e principalmente no Oriente Médio. O clima de acolhimento foi afastado pelas cenas mais violentas de mães morrendo e outras abraçados com filhos mortos.

O clima do dia das mães sumiu para mim. No lugar apareceram as principais figuras responsáveis pelos absurdos da guerra. Perguntei: vocês que já foram “filhos” continuaram optando pelas guerras do poder, carregando a ânsia do domínio e matando sonhos e destruindo o diálogo do amor? Siga @jornaldenegocios no Instagram para ver todos os conteúdos publicados no iBOM.

Quando vejo as ameaças dos ditadores fico pensando nas mães que vivem diariamente os absurdos das guerras. Lembro-me das palavras de um deles proferidas no dia 07.04.2026. Fazendo ameaças, disse: “Uma civilização inteira morrerá esta noite”. Felizmente a humanidade não assistiu à concretização dessa ameaça. O louco presidente deve ter ouvido a voz da mãe e milhões de mães foram salvas na véspera do mês em que se comemora o “dia das mães”.

No encerramento das minhas palavras, ao ver minhas filhas e a mãe de minhas filhas, lembro do meu pai recitando um pequeno poema para minha mãe no dia das mães.

Pois bem, neste dia em que as boas recordações brotam da alma gostaria também de lembrar de todas as mães que partiram. Neste momento de paz e amor relembro um poema intitulado “Doze anos sem você” que diz: “Ainda estou aqui, mãe, ainda estou aqui. Não te esqueças de mim, com teu sorriso, os teus olhares, as tuas bênçãos e tuas saudades”. (iBOM / Aelson Zuca Lobato é advogado, ex-vereador e professor aposentado).

 

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