Fusão de cooperativas é o melhor caminho, diz Halley

 

Cláudio Halley, superintendente de Estratégia e Gestão do Sicoob Brasil, propôs em Bom Despacho (MG) a criação de uma cooperativa de crédito regional, “que seria uma das maiores cooperativas do Brasil”, afirmou.

A proposta foi feita por ele durante entrevista ao editor do iBOM TV, Alexandre Borges, na noite em que veio a Bom Despacho para a inauguração da galeria dos fundadores do Sicoob Credibom. Assista à entrevista AQUI.

Nascido em Abaeté, onde iniciou sua carreira, Cláudio Halley tem mais de 30 anos de atuação no Sicoob. Atualmente trabalha em Brasília e defende a união das cooperativas para formar instituições maiores, mais fortes e abrangentes.

“Aqui em Bom Despacho temos duas histórias exitosas: Credibom e Credesp (…) Será que a população de Bom Despacho seria mais beneficiada e protegida se pensássemos numa cooperativa bom-despachense única?”, diz ele.

Neste momento, Credibom e Credesp já discutem a fusão das duas cooperativas. Siga @jornaldenegocios no Instagram e veja novos conteúdos.

Na entrevista ao iBOM TV, Cláudio falou sobre vários outros temas, entre eles as tendências e desafios para o cooperativismo de crédito. (Portal iBOM / Imagens: Cecília Couto).

 

3 thoughts on “Fusão de cooperativas é o melhor caminho, diz Halley

  • 26 de maio de 2026 em 23:47
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    Concordo que a colaboração entre cooperativas pode trazer grandes resultados, especialmente para aumentar o alcance e a oferta de serviços.

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  • 27 de maio de 2026 em 09:44
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    A fusão entre as cooperativas de crédito Credibom e Credesp elimina a concorrência, podendo resultar em aumento das taxas de juros nos empréstimos oferecidos aos consumidores.

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  • 27 de maio de 2026 em 13:27
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    Quando se propõe a fusão de duas instituições fortes (como Credibom e Credesp) em uma única entidade, o segmento de cooperados passa a enfrentar uma nova dinâmica.

    O “monopólio de ideias” ou de governança, neste cenário, traz desafios importantes:

    Em uma cooperativa menor, o cooperado sente-se mais próximo das decisões.

    Ao criar uma instituição muito grande, existe o risco de que o distanciamento entre a base (o associado) e a gestão (o conselho) aumente.

    A “voz” do cooperado pode se tornar menos audível diante de uma estrutura que prioriza escalas e processos globais em vez das necessidades específicas de nichos locais.

    A concorrência entre cooperativas na mesma região, embora possa parecer redundante, serve como um motor de melhoria contínua.

    Quando duas instituições competem, elas são forçadas a oferecer melhores taxas, atendimento mais ágil e inovações constantes.

    Sem essa concorrência interna, a cooperativa única pode entrar em uma zona de conforto, onde a inovação é freada pela falta de pressão externa (ou, neste caso, pela falta de uma alternativa de mercado local equivalente).

    O “monopólio de ideias” acontece quando a gestão estratégica se torna homogênea. Se a nova cooperativa unificada adotar uma visão única de mundo ou uma cultura organizacional rígida, perde-se a diversidade de abordagens que existia quando havia duas gestões independentes. Isso pode tornar a instituição menos resiliente a mudanças inesperadas, pois todas as fichas estarão apostadas em uma única estratégia.

    Fusões nem sempre nascem do desejo de crescer, mas muitas vezes da necessidade de estancar feridas.

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