A vida é um breve intervalo entre um sorriso e uma dor
AELSON ZUCA LOBATO – Dezembro é o último mês do ano com duas datas marcando momentos de profunda reflexão: Natal e Ano Novo.
O Globo Repórter mostrou, em dezembro, o “Natal Luz” de Gramado (RS) celebrando quatro décadas. Um brilhante evento no centro da cidade, ao ar livre, na Avenida das Hortênsias. Um brilhante show de luz e criatividade.
O outro acontecimento ocorre no último dia de dezembro. O mundo espera a chegada de um “Ano de Luz” carregado de esperanças.
Nas duas datas, o mundo continua buscando a diminuição das desigualdades sociais. São datas que procuram a força dos momentos para festejar e também combater e amenizar as situações subdivididas, fragmentadas, dispersas. São esperanças que renascem do despertar para um viver sempre melhor e com oportunidades. Veja mais conteúdos seguindo @jornaldenegocios no Instagram.
Gostaria de deixar para as duas datas que serão comemoradas algumas estrofes de duas figuras importantes da nossa literatura: Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade.
O primeiro escreveu:
“Um homem – era aquela noite amiga, noite cristã, berço do Nazareno – ao relembrar o dia de pequeno
Escolheu o soneto. A folha branca pediu-lhe a inspiração, mas frouxa e manca a pena não acode o gesto seu.
E, em vão lutando contra o verso adverso, só lhe saiu este pequeno verso:
mudou o Natal ou mudou eu?”
Já Drummond em “Passagem do Ano” escreveu:
“O último dia do ano
não é o último dia do tempo
Outros virão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida”
Aos leitores deste Jornal e a todos os amigos, que as esperanças do ano novo tragam o mais caro presente, o merecimento de viver mais um ano, no clima da alegria e da paz, sempre longe do lobo da solidão. Um mundo de paz e amor, um mundo sem ódio, sem “lutas”, sem rancores, sem troar de canhões.
Encerrando com a cadência da criação desejo a todos a imensidão das verdadeiras amizades, porque a vida é um breve intervalo entre um sorriso e uma dor. (iBOM / Zuca Lobato / Imagem: iBOM com IA).


Que reflexão profunda, Paulo Silveira! É uma frase que me toca muito no âmago.