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Bom Despacho (MG), 23 de janeiro de 2018

Abrigo Municipal: há 3 crianças esperando adoção, diz Paula

A assistente social Paula Carolina, gerente de Vigilância Social e Monitoramento da Secretaria de Ação Social
Publicado em 19/12/2017 10:23:24

Qual é a situação das crianças e adolescentes que vivem no Abrigo?

Paula Carolina- Todos os menores assistidos atualmente vêm de famílias em que os pais são viciados em álcool e drogas. São crianças e adolescentes que viviam abandonados e não é a primeira vez que precisam ser abrigadas.

Quando uma criança é retirada de casa e levada para o Abrigo Municipal, o objetivo é preserva-la, porque ela está em situação de risco junto com a família.

As famílias dessas crianças recebem assistência?

Paula– Sim. Enquanto a criança está acolhida no Abrigo sua família recebe apoio e acompanhamento profissional do município. O objetivo é recuperar a família e permitir que a criança volte para casa. É um trabalho muito difícil. Infelizmente, muitas vezes a própria família não aceita ajuda ou mesmo a recuperação não é possível. Neste caso a alternativa é encaminhar o menor para adoção. Hoje há três crianças no Abrigo colocadas na fila de adoção. São três irmãos. É uma situação difícil e muito triste.

Os menores ficam presos no Abrigo?

Paula– Não. A lei não permite prender menores dentro do Abrigo. Ele não é um centro de internação. É uma casa de acolhimento. Normalmente as crianças e adolescentes abrigados só saem à rua acompanhados de monitores. Mas às vezes alguns fogem, principalmente os mais velhos. Quando isto acontece, acionamos a Polícia Militar.

A comunidade próxima ao Abrigo reclama que os menores do Abrigo estariam praticando furtos na região

Paula - Há menores cometendo atos infracionais no São José e em outras partes da cidade. Entretanto, muitos desses atos são cometidos por adolescentes que não estão abrigados. Aquele menino fotografado em cima do muro com uma faca, por exemplo, não fica no Abrigo. Há problemas, sabemos disso. Mas como eu disse, não é uma situação fácil porque os menores abrigados vêm de famílias sem estrutura, carinho, afeto e cuidado. Mesmo com a assistência que o Abrigo oferece, é difícil lidar com eles. 

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