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Bom Despacho (MG), 13 de dezembro de 2017

Polícia Civil investiga história de sequestro de estudante em BD

Imagem ilustrativa
Publicado em 30/11/2017 16:26:52

A Polícia Civil está investigando uma ocorrência registrada na noite de quarta-feira, 29/11, envolvendo uma estudante de 10 anos de idade. De acordo com a ocorrência, a Polícia Militar foi chamada por uma moradora da rua Curitiba, no bairro Ana Rosa, pouco depois das 19 horas da quarta-feira. A solicitante disse aos policiais que uma menina de 10 anos chegou na sua casa descalça e suja de lama afirmando ter sido sequestrada por um homem quando ia da escola para casa. Ouvida pelos militares, a criança confirmou a história e afirmou que teria sido agarrada na rua Palmital e colocada num carro onde havia outro homem. Em seguida o carro seguiu em direção à Vila Gontijo. No trajeto a criança teria pulado do carro em movimento, corrido por uma mata até chegar na casa da mulher que chamou a PM.

A menina – que não tinha nenhuma lesão aparente - disse ainda aos militares que mora no Rosário 2, estuda na Escola Chiquinha Soares e que vai para casa em transporte escolar do município. Na tarde de quarta-feira não teria pego o ônibus porque, segundo disse aos policiais, a professora teria demorado para liberar as crianças. Então ela faria o trajeto a pé quando teria sido abordada.

Versão da Escola

Ouvida pelo Jornal, a Escola Chiquinha Soares negou que a professora tenha mantido os alunos em sala além do horário. Segundo a diretora Regina Cássia da Costa Oliveira, as crianças são liberadas às 17h25 para pegarem o ônibus. “Acompanhamos e fiscalizamos de perto sua saída para que todas elas entrem nos ônibus e vans que as transportam”, afirmou.

Regina afirmou também que nas vezes em que as crianças ficaram dentro da escola brincando e perderam o ônibus, as professoras as levaram em casa. “Lidamos com muitas crianças pequenas e sabemos da nossa responsabilidade”.

Reunião

Na manhã desta quinta-feira a diretora ouviu professoras e os pais da estudante sobre o ocorrido. De acordo com Regina, a estudante teria saído da escola no horário normal e seguido para o ônibus junto com outras crianças e um irmão. Antes de embarcar, ela teria voltado à escola pedindo ajuda para fechar a mochila estragada. Em seguida teria retornado à esquina para entrar no ônibus, mas este já teria partido. A estudante então teria corrido para interceptar o veículo próximo à Escola. Na versão da criança – que ela manteve perante a diretora -, foi neste trajeto que ela teria sido agarrada pelo sequestrador.

Investigação

Policiais civis e militares ouvidos pelo Jornal, sob anonimato, estranharam a história contada pela estudante. Eles afirmam que há contradições e “pontas soltas” no caso. Uma delas é o tempo transcorrido entre a saída da criança da Escola e o momento em que a PM foi acionada, que não é compatível com os fatos contados pela estudante.

O caso está repercutindo nos sites de grandes jornais do Estado.

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. Na tarde desta quinta-feira, a estudante e seus pais estão sendo ouvidos a portas fechadas pela delegada encarregada do caso. 

LEIA AQUI: Após repercussão do caso, aluna desmente história de sequestro



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