iBOM | O caso do Cuca e a luz assombrada na BD de antigamente



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Bom Despacho (MG), 23 de janeiro de 2018

O caso do Cuca e a luz assombrada na BD de antigamente

Imagem ilustrativa
Publicado em 29/11/2017 16:53:40

TADEU ARAÚJO - Você se lembra de contarem as bravatas do Cuca? Boiadeiro, peão e farrista, lá das bandas do Campinho, servindo com dedicação ao Juca Araújo e seus descendentes. Bailes e forró era com ele mesmo. Não perdia um arrasta pé. Só começava quando ele chegava, e acabava quando ele ia embora, sem nenhuma valentia.

Era muito querido por todos, aprontava muito mas, sem consequências. As mocinhas da época tinham certas reservas com ele. Contavam que ao aproximar alguma comemoração, elas se

perguntavam... Sá, cê vai ao baile? Respondiam em coro: se o Cuca i, eu não vou.

Certa madrugada, após as festividades, quando ele montou no Baio, cavalo fogoso, marchador e esperto, houve quem lhe alertasse. Cuca, cuidado com a luz. Luz ... que luz? Aquela que anda aparecendo e aterrorizandoos transeuntes notívagos. Já ouvi falar. Mas, luz pra mim, são sol e lua, e cheia como esta que irá clareando a minha estrada. E tem mais, se esta tal luz aparecer, vou chama-la para acender meu pito.

Não deu outra. No ponto mais escuro e mal assombrado, a luz saiu por trás da moita e postou-se no meio da estrada. O baio resfolegou, empinou, deu de bunda e ele ainda não tinha arrepiado. Era atrevido e destemido, ousou desafia-la. Vem mais para perto, quero acender meu palheiro. E ela atendeu. Arrancou o pito por trás da orelha, esticou o braço para acende-lo. A luz subiu, passou por cima dele, e montou na garupa do Baio. Este, por sua vez, endoidou. Pulava, relinchava, empinava dava coices ... e o Cuca continuava pregado na cela, nessas alturas sem fala. Nessas alturas não escondia que não viu mais nada. Mas, rotava choco que não teve medo, só susto.

Amanhecendo novo dia, os outros peões notaram a presença do Baio na porteira do curral. Uai, o Cuca saiu nele ontem à noite! Aconteceu algum imprevisto. Vamos ver o que houve... Andaram pouco e encontraram-no, sentado na beira da estrada. O que ouve Cuca? Não dizia coisa com coisa. Só entenderam uma pergunta dele: Ocês viu meu pito?

NOTA DO COLUNISTA

A luz que assombrou meu computador

“O caso do Cuca e a Luz assombrada” saiu na minha coluna da semana passada. Nem eu nem a editoria do jornal sabe de onde veio essa matéria. Como se trata do caso de uma assombração, creio que essa assombração assombrou meu computador. Mas se o autor dessa matéria não for um ser de outro mundo e sim alguém de carne e osso, favor se comunicar comigo pelo e-mail tadeudearaújoteixeira@yahoo.com.brou pelo telefone (37) 99805-1943, para que eu possa fazer justiça e identificar quem escreveu essa interessante história que foi publicada na minha coluna, em meu nome, sem que eu tivesse algo a ver com isso.

Tadeu Araújo é professor, escritor e fundador da ABDL



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