iBOM | Escola Wilson Lopes promoveu a Educação para a Vida



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Bom Despacho (MG), 23 de janeiro de 2018

Escola Wilson Lopes promoveu a Educação para a Vida

Publicado em 28/11/2017 18:26:46

DENISE COIMBRA - Na segunda, 20/11, fui convidada para participar da abertura da Semana de Educação para a Vida na Escola Wilson Lopes do Couto, no bairro de Fátima. Criada em 27/7/2009 nas escolas públicas de ensino fundamental e médio de todo o país a Semana de Educação para a Vida tem como objetivo transmitir conhecimentos “relativos a matérias não constantes do currículo obrigatório, tais como: ecologia e meio ambiente, educação para o trânsito, sexualidade, prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, direito do consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, etc.”

“Gentileza gera gentileza” foi o tema escolhido pela Escola para falar da violência na sociedade brasileira e, principalmente, contra a mulher. O evento demonstrou a inteligência e a perspicácia dos alunos, que faço questão de destacar. Gentileza gera gentileza, além de ser um ditado popular antigo, tornou-se a frase mais disseminada atualmente, especialmente por fazer parte de uma série de escritos encontrados em vários muros na cidade do Rio de Janeiro e feitos por José Datrino.

Defender a gentileza foi a forma que ele encontrou de criticar o mundo e propor o cuidado de uns com os outros como alternativa para o mal-estar da civilização. Daí o motivo de ter sido conhecido também como pregador ou poeta Gentileza. Morreu em 1996 e seu legado ainda perdura: “Gentileza gera gentileza, e você o que gera?”

Conversar com os alunos foi uma experiência emocionante e imensamente proveitosa. Em primeiro lugar porque 99 alunos do EJA Fundamental e Médio do Wilson Lopes participaram ativamente do encontro. Em especial, as jovens. Manifestaram opiniões, relataram experiências e questionaram o papel de cada um de nós diante de um contexto onde as relações humanas têm sido cada vez mais superficiais, agressivas e descuidadas.

Enquanto voltava para casa relembrava da exibição dos cartazes, dos textos lidos, dos relatos das alunas e o apoio dos professores ali presentes: Claudia, Emília, Tânia, Wanderley, Lesiane, Edmundo, Rosina, Ivani, Ricardo, Marli e a estagiária Gisele. Quando a Escola intermedia a discussão da violência cotidiana, ela confirma a potência e a possibilidade de mudarmos a realidade brasileira. Discutir o que vivemos em nosso cotidiano faz com que a Escola cumpra sua função social tão necessária para desenvolver o pensamento crítico num país tão desigual e violento quanto o nosso.

Ao levar em conta o que presenciei na Semana de Educação para a Vida realizada na Escola Wilson Lopes do Couto, sou testemunha de que para “trazer de volta o jovem que deixou a Escola” ela deve “deixar a Escola do jeito que a juventude quer”. Assim o fizeram as professoras Rosina e Emília, a direção, os professores e os alunos do 4º EJA Fundamental e Médio, ali representados pelo trabalho e pela voz dos jovens Gustavo e Michele. Eis a valiosa evidência de que a Escola educa para e por toda a vida! Bravo!

Denise Coimbra é psicóloga e escritora



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