iBOM | Gripe, Vick Vaporub e o trânsito complicado em nossa cidade



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Bom Despacho (MG), 23 de janeiro de 2018

Gripe, Vick Vaporub e o trânsito complicado em nossa cidade

Imagem ilustrativa
Publicado em 16/11/2017 19:16:38

DENISE COIMBRA - Estive gripada durante os últimos dias. Rodeada de receitas, desde as mais improváveis até as mais amargas e conhecidas, descobri que o mineiro não é solidário só no câncer. Na gripe também. Ofereceram-me chá de alho com limão, chá de cebola, chá de gengibre com limão, xarope de alho, suco de acerola com laranja e própolis e suco de groselha negra. Este último importado da Finlândia, também como aposta para melhorar os nossos índices de educação. Quase fiz a sopa de lagarto bastante utilizada na China para aumentar a imunidade. Valeria tentar mais esta importação chinesa no lugar da velha receita tupiniquim para prevenir a baixa dos índices econômicos e de negócios no Brasil, quiçá em nossa cidade. Em tempos de corredor empresarial já iniciado e de senso agropecuário pode ser que BD ganhe mais visibilidade e isto se reverta em ganhos efetivos na vida do cidadão comum de nossa cidade. Apelação? Febre? Delírio? Prefiro apostar no sonho já que o pesadelo da gripe passou. Os nomes dos comprimidos para curá-la? Claro que não consigo lembrar. Dos 20 que foram indicados, pra falar a verdade, não tomei nenhum.

Espirrando a Crônica de Mário Prata, para mim, uma novidade. Adorei! Nada melhor do que um texto que provoca boas risadas. Receita leve para curar o desânimo e a tristeza que andam me assombrando. Logo agora que as pesquisas demonstraram que as mulheres com mais de 50 anos são mais felizes, cheias de vida e aventureiras. Opa! Assim que esta gripe passar: tô dentro! Dançar será o mais novo desafio. Além da oração: a Dança de Santo Agostinho que ando repetindo muito mais como um mantra contra o Alzheimer e até mesmo para evitar os esquecimentos típicos dos cinqüenta: Onde deixei os óculos? A chave do carro? As chaves do consultório? As contas para pagar? Essas malditas? Não dá para esquecer... Continuam chegando e aos montes! Quando escuto sobre a farra dos milhões pagos pelo presidente aos congressistas penso em desobediência civil, no não pagamento de nenhum tributo. Inclusive ensaio parar de usar o rotativo para estacionar na Praça da Matriz ou na Alferes Tavares. Apelação? Febre? Delírio? Prefiro apostar na indignação e na pressão popular para enfrentarmos a terrível crise e a realidade brasileira.

Outra novidade? A premiação da seleção do século de nossa cidade. Algo ímpar no mundo, segundo o professor Tadeu. Uma inovação de Bom Despacho para um esporte tão antigo e celebrado no mundo embora menos presente que o preconceito contra as mulheres no futebol e contra os negros na vida dos brasileiros. Haja visto o vazamento do vídeo do jornalista que foi ao ar para todo o mundo, nesta semana, juntamente com seu famigerado racismo. Voltando a dança e seus ritmos. Dançarei forró, funk ou bolero? Vai dar o que falar qualquer escolha, sei disso. Os motivos? Nem arrisco apontar. Caso queira, ta valendo apostar. Fazer um bolão. O dinheiro arrecadado iria para a campanha encabeçada pelo professor Tadeu para os festejos da seleção do século. Façamos uma doação!

Tão antiga quanto essa danada que continua me amedrontando, me fazendo tossir, espirrar e ter pavor de uma doença mais grave. Alerta dos terroristas de plantão, é claro! A última novidade? Vibrei com o plantão ambulatorial da Santa Casa! Para falar a verdade, eu espero que ninguém precise ir até lá. Tal e qual seguro de vida, de casa, de carro, celular. É melhor ter mesmo que seja para não usar, né? Aliás, alguém sabe me dizer se já existe seguro contra roubo de cachorro, gato ou até mesmo abandono amoroso? Em tempos de crise, o brasileiro se vira como dá... Por falar em usar e devido à gripe, utilizei bastante o carro. Sob protesto, não posso deixar de registrar. O mal estar por causa da alta da gasolina e do gás e a confusão do trânsito incomodaram-me mais do que a malfadada gripe.

– “Viu a quantidade de carros em nossa cidade? E o congestionamento diário na hora do rush? Só piora!” - disse-me um cidadão quando perguntei a respeito do trânsito em nossa cidade. E despejou: “E as filas duplas na porta das escolas? E as faixas de pedestre? - Em cada lugar esquisito! - E as ultrapassagens pela direita que os motociclistas inventaram? – E os carros na contramão? - E a velocidade? Parece que estão apostando corrida dentro da cidade!” – “Deve ser para ganhar um lugar melhor no céu ou no inferno”, completou o amigo dele e encerrou a conversa. Qual receita curou a minha gripe? Chá de vick vaporub natural e colhido no quintal da Majela, a cuidadora do meu irmão. Indicado por ela e uma amiga professora foi ele que descongestionou o meu pulmão e livrou-me do fantasma da pneumonia e da tuberculose. - Cruz credo! A receita para descongestionar e melhorar o trânsito de BD? Se depender do nosso comportamento vamos tomar um belo chá de cadeira!

Denise Coimbra é psicóloga e escritora



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