iBOM | Se não te faz feliz, então certamente não vale mesmo a pena



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Bom Despacho (MG), 23 de janeiro de 2018

Se não te faz feliz, então certamente não vale mesmo a pena

Imagem ilustrativa
Publicado em 08/11/2017 21:25:38

DÉBORA RODRIGUES - Outro dia um amigo me enviou um texto do Padre Fábio de Melo que na verdade é a transcrição de uma pregação dele que eu já havia ouvido há anos. Ele está passando por um momento difícil, onde sabe que precisa terminar um relacionamento mas não tem forças.

A pregação começa assim: “Na vida, a gente só sabe que ama alguém, a gente só tem o direito de dizer a alguém que a amamos depois de ter dito infinitas vezes a esse mesmo alguém a frase: eu perdoo você”. O Padre quis dizer uma coisa, mas meu amigo quis entender aquilo que lhe convinha.

Ele escolheu usar as belas e poéticas palavras do Padre e me usar para se convencer de que aquele relacionamento era uma escolha sábia. Mandou-me a pregação por que queria que eu me convencesse de que era uma boa ideia ele perdoar o companheiro e continuar com esse relacionamento.

Mas se a ideia de fato fosse boa, meu amigo estaria convencido sozinho, não tentando convencer quem está à sua volta para ele próprio acreditar nesse relacionamento que só existe na cabeça dele. Para se relacionar é preciso duas pessoas se doando.

Existem várias pessoas na mesma situação desse amigo meu. Elas estão dentro de relacionamentos infelizes, em que o companheiro não cometeu nada “grave para que o término seja justificado”. Elas ficam presas na ideia de que o outro não cometeu adultério e acham que se o problema não é esse, podem passar por cima de tudo.

Que fique claro: se não te faz feliz, não vale a pena. Se te traz sofrimento, mesmo que você não saiba identificar o porquê, não vale a pena. Se não é leve, não vale a pena. Se tira sua paz, não vale a pena.

Se você precisa convencer quem está a sua volta de que seu relacionamento é bom, ele, definitivamente, não é. Quando você acredita no que está vivendo e isso te faz feliz, você não precisa convencer ninguém disso.

Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar



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