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Bom Despacho (MG), 23 de janeiro de 2018

Festa da Galopacho e os personagens do nosso futebol

Jorjão, fundador da Galopacho, e sua família atleticana
Publicado em 27/09/2017 09:36:23

TADEU ARAÚJO - “Tudo que aprendi na vida, eu aprendi no futebol” – Camus, um dos grandes gênios da Literatura da França e goleiro da Seleção de Futebol da Argélia.

Dia 30 de setembro, os atleticanos de nossa cidade comemoram, com uma grande festa, os 30 anos de fundação da Galopacho. Essa torcida organizada, símbolo e orgulho do alvinegro de Minas, foi fundada em 1997 pelo Jorjão, líder dos atleticanos, juntamente com Fred Arruda e o Domingão do Lalado, fanáticos torcedores do Galo.

A partir de então, todos os jogos do Clube Atlético Mineiro contam com apoio da Galopacho, que além disso, na parte social, tem realizado eventos sociais como Rua de lazer para as crianças, passeios ciclísticos, corrida do Galo, encontros para comemoração anual do aniversário desta vibrante torcida.

Em foto anexa, encontra-se a chamada a todos nós atleticanos para a nossa bela festa na Praça de Esportes, a partir das 14 h, com música, jogo da Aragalo x Galopacho, cerveja, muito congraçamento e o lançamento da camisa de 30 anos, que pode ser adquirida antecipadamente pelo telefone (31) 99652-3345.

Eu estarei lá dando cobertura para o Jornal de Negócios e conto com a presença da torcida atleticana da região.

Seleção do Século

Reunidos no bar do Tom, domingo, 17 de setembro, os 25 jurados escolhidos pela comissão organizadora (Rener, Tom, Deco, Marquinho, Dênis e Tadeu) elegeram três jogadores em cada posição para formar essa seleção. O resultado está publicado na coluna do companheiro Fabiano. Numa roda de amigos, fizemos uma votação descontraída para escolhermos um em cada indicado e formar assim a seleção. O resultado foi este:

Defesa: Graia, Magno, Qualhada, Paulão e Leite

Meio Campo – Maleita e Ratinho

Ataque – Deco, Tarcísio, Boréia e Lúcio Padeiro

Técnico – Sô Zico

Presidente de Equipes – Pedro do Cintico

Massagistas

Figuras indispensáveis nas partidas de futebol, os massagistas se tornaram figuras muito populares e queridas pela torcida, às vezes, tanto como os craques dos times. Ao lado, por exemplo, de Pelé, Garrincha, Didi, Bellini, o massagista da Seleção Brasileira, campeã do Mundo de 58 e 62, Mário Américo foi uma figura lendária do futebol brasileiro. Em Bom Despacho, quem é que não se lembra do falecido Tõe da Carminha, massagista a vida inteira da Associação.

Hoje quero homenagear a todos eles, escolhendo para massagista da Seleção do Século o nosso eterno Júlio Maria dos Santos, o popular Péia, que aos 66 anos já serviu, com carinho e paixão, sem nenhuma remuneração, a Associção, Cristalino, Famorine e Olegarense. São 30 anos de um grande trabalho prestado ao nosso futebol, onde é muito conhecido e querido pelos dirigentes, jogadores e torcedores.

O fim dos celeiros de craques

Décadas atrás, o futebol de rua era o celeiro de craques brasileiros. Jogava-se nas ruas com bucha de laranja como bolas. Ou bexiga de porco, cheia de ar. Bolas de meia, de borracha, depois, veio o luxo: as bolas de capotão, amarradas pelo bico e com o manchão.

Jogava-se descalço. Da noite pro dia, formavam-se times na Tabatinga, nas Praças São José, da Matriz, da Estação e do Cemitério. No Quenta-Sol, no Campo de Aviação, na vila Aurora e na Olegário Maciel, na Rua dos Operários e por esse Bom Despacho afora, onde houvesse meninos, onde houvesse adolescentes, que eram aos montes, pois as famílias eram numerosas. E todo domingo disputavam-se os clássicos por todo lado: Tabatinga x Praça São José, Quenta Sol x Fátima, Olaria x Praça da Matriz... Foi assim que, pelo Brasil afora, se formaram craques travessos, geniais e artistas da bola que abasteciam o nosso futebol profissional.

Uma equipe imbatível

O Beto do Dr. Francisco Araújo conheceu nos anos 50 uma equipe que se tornou imbatível jogando nos campos de terra daquela época. Foi o time formado pela garotada da Tabatinga, Cruz do Monte e Rua do Capim (hoje Capivari). O Beto, 60 anos depois, ainda tem de memória a escalação desse time, que ele me passou e que registro para a memória de nosso futebol de rua: Dito, Lara e Zuis (Jesus) Filhos do Sô Acrísico da Rua do Capim – hoje Capivari.

Zé Quinze, Nestor e Onofre, Capadócio, Geraldo do Reginaldo, Sarinho, Lê e Ventania

Alguns deles, se estivessem aí (a maioria já faleceu), poderiam fazer parte da seleção do século do nosso futebol de rua.

Tadeu Araújo é professor, escritor e fundador da ABDL



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