iBOM | Livro conta a história dos Linos, Costas e Lacerdas das Gerais



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Bom Despacho (MG), 23 de janeiro de 2018

Livro conta a história dos Linos, Costas e Lacerdas das Gerais

Na foto de cima, Sintico, a esposa e 17 de seus 18 filhos; na foto inferior José Lino e filhos
Publicado em 14/09/2017 13:17:54

TADEU ARAÚJO - Há alguns séculos, os Linos – como diria Guimarães Rosa – são muitos. São vários aqui nas Gerais. Nessas beiras do Picão, do São Francisco, do Pará e do Lambari. Eles agora ganharam letras. Estão registrados com esmero e carinho numa obra primorosa de uma Lino / Costa / Lacerda da gema: Professora Terezinha Lino Lacerda. São 236 páginas de informações históricas fidedignas sobre esse secular ramo familiar que ajudou a povoar as Gerais: Dores do Indaiá, Pitangui, Bom Despacho, Luz, Leandro Ferreira, Engenho do Ribeiro e outras terras mais além dessa fronteira.

A autora

Terezinha Lino de Lacerda é bacharel em Pedagogia pela UFMG. Nascida em 26 de junho de 1931. Professora e supervisora pedagógica de Ensino Fundamental e Médio em escolas particulares e públicas de Minas Gerais, aposentando-se nos dois cargos. É filha de José Lino da Costa e Maria Rita de Lacerda. Irmã da Zézé do Tio João Araújo, da dona Nica do Célio Lobato e da dona Maria do Heitor, num total de 12 irmãos.

Parentesco com os Rufinos

O avô deles, da Terezinha e dos irmãos – José Lino de Souza – casou-se com Balbina Rufina da Silva – tornando-se parentes bem próximos da família de minha mãe, e de minha avó materna e de seus irmãos Berto e Juca Rufino, estabelecendo um parentesco muito próximo entre os Linos e os Rufinos.

Os Rodrigues Costa do Engenho

A família de Guilhermino Rodrigues Costa do Engenho e a do Sintico, com seus 18 filhos, à medida que vai subindo a árvore genealógica, mostram-nos que eles também como Costas, fazem parte do tronco familiar que inclui os Linos Costa numa união que já atravessou parte do final do século XVIII (1701/1800), XIX (1801/1900), XX (1901/2000) e XXI (2001.....).

Ancestrais dos Lacerdas, Linos, Rufinos e Rodrigues e Costas

Graças à perícia de pesquisadores históricos como Terezinha Lino Lacerda e Orlando Ferreira de Freitas, cheguei aos ancestrais muito antigos e comuns de todas essas famílias. É Félix Rodrigues Chaves e sua esposa Ana Assunção. Temos notícias desse casal, por essa região das Gerais, já em 1766, quando Félix recebeu carta de sesmarias (doação de quilômetros e quilômetros de terras) de El Rei de Portugal. Félix tornou-se dono de uma “fazenda” que subia o Rio Picão até suas nascentes e até a Garça e os limites do córrego da Extrema. Félix era pai de Maria Rodrigues da Silva que desposou Manoel Ribeiro da Siva. (Os Lacerdas, ramo da esposa de José Lino da Costa, foram também muito bem abordados pela autora. Serão comentados posteriormente.)

Ancestral ilustre

Manoel Ribeiro da Silva, casado com Maria Rodrigues da Silva,filha de Féllix e Ana, é nosso ancestral mais ilustre. Ele foi fundador do Engenho do Ribeiro (o nome do lugar é em homenagem a ele) e, como homem de grandes iniciativas sociais, religiosas e econômicas, é considerado um dos fundadores e propulsores do desenvolvimento do arraial do Bom Despacho a partir de sua fundação por volta de 1777.

Que eu me lembre ainda temos aqui em Bom Despacho da família dos Linos, além do Juju Rufino, sua esposa Iracema, filha de Manuel Lino do Campinho, e descendentes, e o Pedro Lino da Sá Chica do Tio Juca Araújo e descendentes.

Minha participação

Tenho seguido os passos dos grandes pesquisadores da histórica e tenho procurado dar minha parcela de contribuição divulgando o que ouço e descubro e principalmente registrando nessa coluna o que fizeram nossos maiores pesquisadores, pela ordem: Padre Nicolau Ângelo Del Duca, Dr. Nicolau Teixeira Leite, Dr. Laércio Rodrigues, Orlando Ferreira de Freitas e hoje dando boas vindas a mais um membro desse seleto grupo: Terezinha Lino Lacerda, com seu livro “Genealogia - Família Lacerda/Lino da Costa. Com gente assim é que nossas tradições vêm tendo registro para a memória das atuais e futuras gerações de nossa região.

Reflexão para meus leitores

A meus caros leitores passo o quadro abaixo que me emocionou. A epopéia humana é maravilhosa. Veja que eu, você, todos nós que hoje estamos aqui com vida, apenas até nossa 40ª geração, temos a correr em nossas veias o sangue de 4.398.751.543.308 de outros seres humanos, os nossos avós ancestrais.

Antepassados por gerações e número de pessoas

Avós - 4

Bisavós - 8

Trisavós - 16

Tataravós - 32

Quintos avós – 64

(Soma até a 5ª geração: 124 avós)

6ª à 10ª geração - 3.968

11ª à 20ª geração – 4.190.208

21ª à 30ª geração – 4.290.772.992

31ª à 40ª geração – 4.398.046.511.100

(Fonte: Livro Genealogia - Terezinha L. Lacerda)

Tadeu Araújo é professor, escritor e fundador da ABL



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