iBOM | Gustavo Jardim: o cinema por vocação e por paixão



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Bom Despacho (MG), 19 de novembro de 2017

Gustavo Jardim: o cinema por vocação e por paixão

Gustavo Jardim com os pais e os irmãos
Publicado em 12/07/2017 10:08:26

TADEU ARAÚJO - Um município, uma cidade possuem dois de tipos de moradores: os de nascimento e os de adoção. Esses últimos aqui chegam de outros lugares. Vêm para morar. Para ficar. Muitos logo se tornam filhos amados. De coração. Márcio Jardim e Nizi aqui chegaram há algumas décadas. Aqui nasceram e foram criados seus filhos: Gustavo e os gêmeos Marcelo e Rafael. Hoje uma família totalmente bom-despachense com certeza. Pode-se acrescentar o neto que já nasceu. O Gustavo mora fora. Digo que ele mora pelo mundo. Ele é um cidadão do mundo. Breve explico por quê. Os outros trabalham e vivem em Bom Despacho, onde gozam de prestígio como seres humanos e cidadãos de escol, muito estimados e respeitados na comunidade.

Essa família com suas empresas, nas áreas de medicina e calçados ajudam, e quanto, a impulsionar o progresso da cidade. Lembremo-nos também que uma das últimas conquistas nossas, o aeroporto, em organização, existe, funciona e progride graças à liderança, entre outros, do Márcio Jardim

Gustavo, meu personagem desta semana, o primogênito, da família. Gustavo é um menino que eu conheço desde “priscas” eras e que estimo deveras. Desde criança ele é amigo do peito de meu caçula, Tadeu. Cedo ainda, eu me encantava com eles pela inteligência de ambos. Pelo amor à cultura e por seus conhecimentos intelectuais precoces, que só cresceram com o tempo, contribuindo para aumentar a amizade entre eles, tempos afora.

Biografia

Gustavo nasceu há 37 anos e alguns meses. Foi em 11/11/79, em Belo Horizonte. Lá ele só foi pra nascer. Dar o primeiro choro e voltar serelepe para Bom Despacho, onde foi registrado. Iniciou seus estudos básicos no Coronel Praxedes e no Tiradentes. O 2º grau, no Santo Agostinho, em Belo Horizonte.

Estudos superiores

Na PUC Minas bacharelou-se em Relações Internacionais, nas áreas de conhecimento de Ciências Sociais, Filosofia, Ciência Política, Economia, Direito e Relações Internacionais. Fez extensão na Faculdade de Comunicações em Semiótica, Estética, Comunicação Comparada e Sociologia da Comunicação. Diplomas em línguas francesa e inglesa no Canadá.

Mestrado em Cinema e Educação na FAE/UFMG

Experiência profissional

A diversidade de experiência profissional de Gustavo Jardim coloca-nos frente a um ser humano de ideias e atitudes plurais e muito comunicativo. Dinâmico, inteligente e criativo, tornou-se um cineasta sem fronteiras. Pelo Brasil e pelo mundo afora, com uma câmara na mão, os seus projetos se tornam realidade pela arte da cinematografia que ele executa com habilidade ímpar.

Por localidades as mais impensadas possíveis, funda, coordena e dirige ONGS e laboratórios de audiovisuais. Une-se a grupos independentes de criação artística em diálogos transparentes. Parceiro da Secretaria de Cultura/MG, da UFMG, da PUC, da SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos Audiovisuais e de redes internacionais). Publica trabalhos científicos. Produz, exibe e/ou ganha prêmios com seus filmes, em Tiradentes, Rio de Janeiro. São Paulo. Belo Horizonte. Porto Alegre. Em Paris. Na Itália e na França. Espanha, Grécia, Alemanha. Universidade de Oxford (EUA). Lá está ele também no Continente Negro, na Líbia, com sua arte, bem como na velha Ásia, participando de eventos e filmando no hermético Irâ, por 20 dias.

Gustavo revela-se antropólogo. Incansável pesquisador da cultura indígena, embrenha-se na Floresta Amazônica, no Maranhão e no Amazonas, a produzir documentários sobre a vida, os costumes, os conhecimentos e a religião de nossos índios.

Na periferia de BH, envolve-se com as comunidades jovens. Com ONG’s que identificam e organizam defesas para as nascentes que abastecem Belo Horizonte ou que levantam e protegem a flora da capital. Visita 14 cidades, por ora, em Minas Gerais, com a série audiovisual, a convite da Arcellor Mittal, sobre o ensino de teatro no interior.

Conclusão

Parodiando Camões, eu diria: para tão longa e rica história de uma vida – eu teria muita coisa ainda a contar sobre a vida desse bom-despachense tão talentoso, genial mesmo – não fora tão curto meu espaço no Jornal de Negócios.

Só tenho a acrescentar para meus leitores, que Gustavo, o primogênito da Nizi e do Márcio Jardim, que meu objetivo com esta crônica foi registrar a trajetória de vida de um cineasta conhecido e premiado pelo Brasil e pelo mundo afora. E que ele possa agora ser reconhecido em seu brilho também em sua terra natal.

Encerro essas humildes e incompletas anotações, afirmando: Gustavo nos orgulha por sua trajetória vitoriosa. Um cineasta que, com talento e paixão, pisa as terras dos continentes do planeta - Europa, Ásia, África e América - como se estivesse caminhando pelo quintal de sua casa. Semeador predestinado das artes, da cultura, do conhecimento: sal da terra.

(Dedico a crônica de hoje a mais dois consagrados cineastas bom-despachenses: Cao (neto de Dr. Miguel) e Pablo Lobato (filho do Zuca)

Tadeu Araújo é professor, escritor e membro da ABL



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