iBOM | Aracy Maria da Silva, a Irene do Clube aos 90 anos de idade



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Bom Despacho (MG), 25 de novembro de 2017

Aracy Maria da Silva, a Irene do Clube aos 90 anos de idade

Aracy, que ficou sendo Irene: disposição e saude aos 90 anos de idade
Publicado em 14/06/2017 10:36:35

TADEU ARAÚJO - Minha personagem dessa semana é a Irene, mãe do meu amigo Antônio Zeferino, diretor do BDPrev - o instituto de previdência dos servidores da Prefeitura de Bom Despacho - e um dos principais responsáveis pelo ressoante sucesso desse órgão.

Ela nasceu em Bom Despacho dia 6 de junho de 1927. Seus pais morreram quando ainda era criança, e foi criada com seu tio, Acrísio Carroceiro, da Cruz do Monte, famoso militante da UDN da época. Tão radical que falava até em se mudar de Bom Despacho quando o PSD ganhava as eleições. Foi batizada como Aracy Maria da Silva. No entanto, Acrisio, olhando para a menina decidiu: ela não tem cara de Aracy. Tem cara de Irene. E ficou Irene o resto de sua vida. Mais nova de 4 irmãos: Antônio Carapina, Terezinha, Tomba. Foi trabalhar ainda menina na Fábrica de Tecidos. Saiu para se casar com Antônio Zeferino Filho, com quem teve os filhos Antônio, Lenir, já falecida, Zuleide e Sueli.

Ficou viúva cedo e batalhou para criar os filhos, chegando a morar em casas da conferência de São Vicente de Paulo. Cozinheira de mão cheia, trabalhou no pré-seminário de Bom Despacho, o que lhe ajudou a estudar os filhos. Foi cozinheira no Bar José Diniz, no Amintas, no Alhambra, na Churrascaria Itapoã.

Mas foi no Clube Bom Despacho que trabalhou mais tempo. Foram 22 anos até se aposentar. Lembra com carinho os presidentes e funcionários do clube: a Roxa, Marlene Carvalho, o José Lembi, o Oldack, o Tadeu, sua colega Dulina do Joaquim Baiano, o Becão e naturalmente do Afonso Nogueira.

Até hoje se lembra do carinho com que era tratada. Na época de ouro do clube, quando havia os famosos bailes, sempre recebia homenagens dos artistas que aqui se apresentavam. Numa ocasião foi chamada ao salão e recebeu um CD autografado de Francisco Petrônio, que guarda até hoje.

Depois que se aposentou passou a cuidar da sua casa e dos filhos, já crescidos; depois dos netos e, agora, dos bisnetos. Em 2007 sofreu um golpe com a morte de sua filha Lenir, que trabalhava no laboratório municipal. Mas seguiu em frente com a vida e hoje divide seu tempo entre a casa de sua filha Sueli, em Belo Horizonte, da Zuleide e do Zeferino em Bom Despacho e a igreja – vai à missa praticamente todos os dias. Freqüenta o convívio dos idosos, onde todos são seus amigos. E ainda tem seu grupo particular de amizade: Lurdinha do Bubu, Conceição, Maria José Maia, Emília Xavier, Belinha, Tereza, Luzia e tantas outras. Vive com muita alegria. E coisa rara, sempre faz questão de agradecer a Deus todos os dias. “Deus é muito bom pra mim”!, diz frequentemente.

Contudo, Dona Irene, Deus também foi muito bom para seus descendentes (inclusive genros e noras, que são nossos segundos filhos) dando-lhes uma mãe, avó e bisavó como a senhora: Antônio, Zuleide, Sueli, Patrícia, Joel, Daniel, Alice, Silas, Marcel, Carol e Igor. E um amiga tão calma e tão serena, tão digna e tão sincera para o grande número de amigos que você conquistou nessa sua vida, tão bonita e tão exemplar. Sobretudo foi muito bom, primeiro, para você mesma, e depois para todos nós que a conhecemos e admiramos por esta longa e saudável idade de 90 anos. Anos admiravelmente vividos, os quais você completou terça-feira passada, 6 de junho.

Parabéns, Irene, por esse aniversário especial. São os votos carinhosos de todos nós que te conhecemos e temos em conta de uma grande amizade. Como eu mesmo que a conheço há tempos sem conta, pela proximidade que você tinha com meus pais e com toda a minha família, bem como com seu irmão que conhecíamos pelo nome de Claudionor, Criatura ou Tomba, que foi criado por meu avô junto com meu tio Pedro Perneira.

Tadeu Araújo é professor e escritor



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