iBOM | Padre Agostinho: o primeiro vigário de Bom Despacho



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Bom Despacho (MG), 24 de novembro de 2017

Padre Agostinho: o primeiro vigário de Bom Despacho

Publicado em 04/01/2017 10:24:33

TADEU ARAÚJO - Texto baseado na obra “Raízes de Bom Despacho” do historiador Orlando Ferreira de Freitas 

O Padre Agostinho Pereira de Melo foi o primeiro capelão da singela ermida construída no alto de nossa hoje Cruz do Monte. No primeiro altar da primeira capela rústica de capim, ele celebrou nestas terras a primeira missa para os soldados de Pitangui e para as tropas dos capitães de mato que aqui vieram a combater os quilombolas, debelar suas aldeias, prendê-los e até matar os escravos fugidos das minas de ouro de Pitangui.

Como todos os principais líderes desta empreitada vitoriosa para o governo colonial de Minas e para a Coroa Portuguesa, padre Agostinho recebeu como prêmio imensas glebas de terras, as chamadas sesmarias.

Assim ele aqui se estabeleceu, como proprietário rural, dono de uma propriedade de 3 mil hectares, que começava no São Francisco, passava pela Extrema, pelo Córrego dos Machados até o Deus-me-Livre e o Ribeirão dos Santos. Tão grande era sua propriedade que calcula-se que para percorrê-la a cavalo ele gastaria perto de quinze dias de jornada.

Padre Agostinho teria morrido jovem ainda, com cerca de 40 anos, em nossa região.

Hoje nesta coluna busco atar as duas pontas históricas, com informações do nosso “primeiro” vigário Padre Agostinho e do nosso derradeiro vigário padre Mundinho, graças a pesquisas de dois membros da nossa Academia de Letras, meus colegas João Batista e Orlando Freitas.

Tadeu Araújo é professor e escritor



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