iBOM | Pedofilia: uma triste doença que mete medo em todos nós



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Bom Despacho (MG), 19 de novembro de 2017

Pedofilia: uma triste doença que mete medo em todos nós

Imagem ilustrativa
Publicado em 03/12/2016 16:14:48

DÉBORA RODRIGUES - Hoje vamos falar sobre um assunto que me atormenta e creio que a muitos de vocês também: pedofilia. Eu me lembro como se fosse hoje quando descobri o que era isso e, desde então, não consigo lidar com essa descoberta. É algo que não desce, impossível de digerir.

A pedofilia é algo tão assombroso que uma vez vi um pedófilo que jamais havia tocado em uma criança (ele disse que estava perto de fazê-lo), mas assistia a filmes e fotos pela Internet, lamentando que não gostaria de ser ele mesmo. Esse homem aderiu a um tratamento rigoroso através de remédios para diminuir a libido, tratamento psicológico dentre outros. Ele perdeu toda a família, emprego e amigos quando rastrearam o IP do seu computador e sua condição foi desmascarada. É parte do tratamento não frequentar lugares onde se sabe que haverá crianças. Esse homem vive isolado do resto do mundo, entendeu como a doença que ele tem é prejudicial à humanidade. Isso é muito raro.

A pedofilia é uma doença e realizar os desejos que ela traz, é crime. Existem profissionais que acreditam que pedófilo nasce pedófilo, enquanto outros acreditam que é consequência da forma como eles experimentaram suas vivências. O fato é que as pessoas nascendo ou não assim, a pedofilia existe e são as crianças que sofrem com elas, ainda mais quando vem de pais, avós, tios, padrastos, amigos da família (isso é mais comum do que vocês imaginam).

A Internet é um veículo comumente usado para seduzir e aliciar crianças. Os pedófilos entram em sites direcionados para crianças e lá, muitas vezes se passando por criança também, se aproximam dos pequenos para depois conseguirem fotos, vídeos e algumas vezes encontros com elas.

Cabe aos pais ou responsáveis ficar atento ao que os filhos acessam na Internet, com quem conversam e se relacionam virtualmente. Nesse sentido, criança não deve ter privacidade, todo cuidado é pouco. Converse com seu filho, oriente-o. Quanto mais diálogo você tiver com ele, mais liberdade ele terá em lhe contar as coisas que o afligem, caso algo aconteça. Todo cuidado é pouco.

Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar em BD



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