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Bom Despacho (MG), 19 de novembro de 2017

Crianças precisam de amor e educação, não de consumismo

Imagem ilustrativa
Publicado em 21/10/2016 13:31:20

DÉBORA RODRIGUES - O consumismo desenfreado é algo que me preocupa cada vez mais. Já não me preocupou. Teve época em que eu achava normal (e necessário) comprar, comprar e comprar, roupas, sapatos, bolsas e etc.... Até que fui amadurecendo, analisando e percebendo que eu não precisava de tanta coisa assim para viver, que a maioria das coisas que eu tinha, não usava. Então, aos poucos, fui me desfazendo delas através de doações. Outras eu vendi. Claro que ainda gosto muito de ir em shoppings, olhar, comprar uma coisinha ou outra para mim, mas isso acontece com frequência muito menor que antes. Hoje, analiso a necessidade, paro e penso se preciso, se posso, se vale a pena, ou se é compulsão.

Outro fator que me fez repensar o consumismo desenfreado foi a vontade de ter um filho. Observo que muitas crianças do meu convívio, mesmo tão pequenas, já são estimuladas o tempo todo a consumir e não quero isso para o meu. Acontece uma competição (isso mesmo) de quem compra mais, qual filho está melhor vestido e quem consegue comprar mais roupas de grife. Já vi gente que se endivida, deixa o nome sujo na praça e mesmo assim não para de comprar. Sempre dão um jeito.

Deixo claro aqui que não estou dizendo que não se deve comprar coisas boas para os pequenos. Quero apenas que entendam que essa apologia ao consumismo e a determinadas marcas não é nada saudável para a criança. Sabe qual a importância que roupas caras e essa competição pelo filho melhor vestido tem na vida delas? Nenhuma! Elas não ligam se estão usando algo de grife ou se estão usando uma blusinha de R$ 10,00. Logo, não plante na cabecinha delas que para ser feliz é necessário estar usando coisas absurdamente caras. Não as ensine a priorizar algo tão fútil.

Uma dica para que isso não aconteça é não levar a criança para as lojas. É desgastante para ambos. Vá você, compre o que for necessário e caso algo não sirva, troque depois. Quando ela já tiver condições de escolher suas roupinhas, leve para casa coisas que caibam na realidade da família para que ela veja e quando você ver que ela já entendeu que roupas são coisas necessárias para nos vestir e que não precisamos de uma nova todos os dias, aí sim comece a leva-la nas lojas.

A criança precisa aprender desde cedo a fazer escolhas inteligentes. Não pense que é vantagem levá-la em alguma loja e deixá-la escolher o que quiser. Você estará satisfazendo apenas seu ego. Crianças precisam é de amor, educação, atenção, carinho e bons exemplos, não de roupas caras.

Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar em BD



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