iBOM | Não deixe para trás aquela criança que você já foi um dia



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Bom Despacho (MG), 21 de setembro de 2017

Não deixe para trás aquela criança que você já foi um dia

Imagem ilustrativa
Publicado em 01/10/2016 08:08:25

DÉBORA RODRIGUES - Seria ótimo se nós adultos entendêssemos a pureza de uma criança. Mas não conseguimos. Deixamos isso para trás quando tomamos ciência de que adultos e crianças são diferentes. E é natural. Ainda não conseguimos uma forma de não inserir na vida das crianças nossas convenções sociais, as boas e as ruins. É compreensível, visto que algumas são essenciais para que vivamos juntos e com o mínimo de civilização.

Desde criança nos ensinam que não se deve bater, matar e roubar. Vamos assimilando tudo. Porém, também nos é ensinado (mesmo sem querer, através de atitudes) que algumas pessoas são diferentes, às vezes até melhores. Que podemos sempre dar um jeitinho em tudo. Assim vamos começando a julgar, a olhar o outro de forma diferente e deixamos para trás aquela criança que um dia fomos.

O dicionário diz que criança é um ser humano no início do seu desenvolvimento. Mas deveria dizer que criança é um ser humano no auge do seu desenvolvimento. Deveria ser regra copiá-las. Como pode seres tão novos já virem tão preparados para o mundo? Nós, com a intenção de ajudá-los a sobreviver, acabamos fazendo com que desaprendam e esqueçam como são sábios.

Thomas Moore, da cidade de Washington, nos Estados Unidos, aos sete anos, assistiu a um vídeo de uma criança acometida de câncer fazendo tratamento quimioterápico. Como consequência, estava sem seus cabelos. Moore decidiu deixar que o seu crescesse por três anos para que pudesse cortar e doar para fazer peruca para crianças na mesma situação da do vídeo.

Quando li isso, pensei: uau! Fiquei chocada com a inteligência, sensibilidade e desprendimento desse menino. Mesmo nessa sociedade machista e racista, ele, negro, deixou seu cabelo crescer e enfrentou todo preconceito que carrega seu sexo e sua cor no que diz respeito a cabelo.

Sejamos mais Thomas e menos adultos.

Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar em BD



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