iBOM | Não se cale diante da violência doméstica em nosso meio



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Bom Despacho (MG), 21 de setembro de 2017

Não se cale diante da violência doméstica em nosso meio

Imagem ilustrativa
Publicado em 04/08/2016 18:51:41

DÉBORA RODRIGUES - Bom Despacho está em choque e mais chocada ainda está uma família do distrito do Engenho do Ribeiro. Na noite do sábado, dia 23, um senhor entrou em casa e matou sua esposa com golpes de facão na cabeça. A notícia que corre é a de que, após fazer isso, ele entrou em um bar, pediu uma pinga e disse: “acabei de matar minha mulher, agora vocês podem chamar a polícia”. Depois, ele foi preso e encaminhado para a delegacia.

Após o ocorrido, a notícia se espalhou como uma flecha! Aí vem fofoca, ódio, raiva, revolta. Mais uma vez, o respeito pela família não existe. O fato é que tal senhor já tinha passagem pela lei conhecida como Maria da Penha e assassinou brutalmente sua mulher.

Não por ele, mas pela família - o casal tinha dois filhos e duas netas -, as pessoas deveriam parar de destilar o seu veneno e apontar o dedo para a esposa ou para o marido. Simplesmente parem! Parem de falar, de pesquisar, de julgar, de fofocar. Respeitem essa mulher que por anos passou situações inacreditáveis, que buscou ajuda judiciária e que, mesmo assim, está morta.

A justiça não funcionou para ela e seus filhos. Filhos esses que são jovens e já não teem mais sua mãe por perto. Jamais terão. A dor deles é imensa e eles não merecem que pessoas fiquem desrespeitando a memória de sua mãe. Ficaram sem mãe e não se sabe se um dia conseguirão estabelecer uma boa relação com seu pai novamente. 

Que isso sirva de lição para nós. O que nos dizem é: não se cale diante da violência doméstica. E esta mulher não se calou. O que faremos, então? Mesmo denunciando, não estamos protegidas.

Agora, só podemos desejar conforto para o coração dessa família e honrar a memória dessa mulher que, mesmo lutando, não está mais entre nós.

Na data da publicação deste artigo estará acontecendo a “II Marcha das Mulheres” e é a ela que dedico minha participação.

Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar em BD



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