iBOM | Violência e abuso de crianças não podem jamais ficar impunes



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Bom Despacho (MG), 19 de novembro de 2017

Violência e abuso de crianças não podem jamais ficar impunes

Imagem ilustrativa
Publicado em 20/05/2016 17:26:38

DÉBORA RODRIGUES - Neste sábado, 21 de maio acontecerá na Praça da Matriz um evento muito importante com o tema “Juntos na Luta Antimanicomial e no Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. Será de 8 às 12h e contará com a presença, apoio e organização de várias entidades que lutam por ambas as causas. O motivo do evento é o dia 18 maio, data do combate à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes e também dia da luta contra os manicômios no Brasil.

São duas batalhas importantíssimas e que devem ser travadas por todos. É gratificante ver a população se juntando e sendo mobilizada. Mostra que, apesar das lutas difíceis que travamos em nosso país na política e na economia, ainda temos sensibilidade para protestar em favor daqueles que estão mais vulneráveis.

A luta antimanicomial surgiu em 1987 durante encontro na cidade de Bauru promovido por trabalhadores da saúde mental. Dessa luta surgiu a Lei 10.216 de 2001, a lei Paulo Delgado, que rege a reforma psiquiátrica que reformula a saúde mental no Brasil, transferindo o tratamento hospitalar para uma rede de atenção psicossocial, os CAPS. Ao invés de prender o portador se sofrimento mental como forma de deixar a sociedade longe dele e da sua “loucura”, como faziam os manicômios, o CAPS submete o paciente a tratamento adequado e lhe vê como sujeito de direito que é.

Já o combate à violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes é comemorado nessa data em lembrança a Araceli Cabrera Sánchez Crespo, uma criança capixaba que foi morta dia 18 de maio de 1973 por dois homens que a violentaram sexualmente e a desfiguraram com ácido. Como pertenciam a famílias influentes, eles jamais foram condenados. A data da morte de Araceli foi escolhida para que todos se lembrem que isso nunca mais deve acontecer.

Primeiro, não se deve violentar ninguém. Segundo, caso aconteça, as pessoas devem ser punidas e pagar pela brutalidade que cometeram. A justiça não foi feita na época em que Araceli morreu, mas desde que o combate é “comemorado” nessa data, a justiça é feita todos os anos.

Nós, cidadãos de Bom Despacho, não podemos deixar de fazer nossa parte em ambas as causas. Se souber ou suspeitar de que alguma criança está sendo violentada, denuncie. As denúncias podem ser feitas anonimamente. Quem se cala permite que a dignidade da criança ou adolescente continue sendo violada. Venha participar dessas lutas!

 


Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar em BD



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