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Bom Despacho (MG), 19 de novembro de 2017

Precisamos abrir nossos olhos para o que está em volta

Foto ilustrativa
Publicado em 12/05/2016 20:31:21

DÉBORA RODRIGUES - A Justiça ordenou que as maiores operadoras do país bloqueassem o aplicativo de conversa mais usado do Brasil. O WhatsApp, em teoria, ficaria “fora do ar” 72 horas a partir da segunda, dia 2. E realmente aconteceu. Não sei exatamente a que horas, mas por volta das 18h daquele dia, vi que o aplicativo não enviava nada e que eu parei de receber aquelas centenas de mensagens daqueles grupos dos quais ficamos sem graça de sair, mas nunca participamos. Então, silenciamos. Por que vamos ser sinceros? Cada um de nós está em cerca de 20 grupos, mas só participamos e acompanhamos, de fato, uns cinco, no máximo. Mesmo porque se fôssemos participar de tudo o que acontece no Whatsapp, não faríamos mais nada.

É sabido que nós estamos super dependentes das tecnologias oferecidas atualmente e se as soubermos usar, é fato que elas tornam tudo mais rápido, prático e ágil. Nossos smartphones são como escritórios e neles temos tudo o que precisamos: lembretes, fotos, vídeos, documentos, pagamos contas, contatos telefônicos, e-mails. Eles realmente são necessários, mas ainda é assustador como algumas pessoas simplesmente não suportam ficar sem eles nem por um instante. Para alguns, o celular faz parte deles, como um braço ou uma perna.

Nessa segunda em que o Whatsapp foi bloqueado, muita gente não sabia o que fazer. Já outras, foram para o Facebook lamentar, brigar, discutir e se indignar. Sentiram-se injustiçados mesmo, como se isso fosse muito mais importante do que a atual situação calamitosa do nosso país.

Percebo que nossos conceitos estão distorcidos. Não é pelo WhatsApp que devemos brigar e nos indignar. É necessário abrirmos nossos olhos para o que está à nossa volta, no mundo real. Tanto os problemas, quanto as coisas boas e, principalmente, as pessoas. Uma pessoa me mostrou uma dessas montagens, que dizia: “após bloqueio do WhatsApp, homem sai do quarto e percebe que outras pessoas moram na mesma casa que ele”. E é meio isso mesmo. Vamos levantar a cabeça, para que nosso olhar alcance quem conosco vive. Vamos mudar nossos conceitos e perceber o que de fato é importante. Quando estiver com alguém, esteja com ela de fato. A sorte dessas pessoas é que o bloqueio não durou o tempo prometido, senão...

Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar em BD



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