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Bom Despacho (MG), 23 de novembro de 2017

Bolaños se foi. E agora, quem poderá nos defender?

Publicado em 13/12/2014 18:07:49

No dia 28 de novembro de 2014, morreu em Cancún, México, aos 85 anos de idade, Roberto Gómez Bolaños, cuja obra tocou milhões de corações pelo mundo.

Foi em 1971 a sua maior obra: El Chavo del Ocho, ou, para nós, simplesmente “Chaves”, série de TV mexicana  que contava  estórias de um menino sardento, de 8 anos de idade, que vivia dentro de um barril (mas morava no apartamento 8, confessou Bolaños em seu livro mais tarde), e tornou-se sucesso em toda a América Latina, sendo traduzida para dezenas de países e dublada para mais de cinquenta idiomas.

Criada por Bolaños a partir de experiências do cotidiano e exibida entre 5 de março de 1973 e 6 de janeiro de 1980, a série Chaves correu o mundo por mais de quarenta anos e continuará a correr.  

Bolaños também criou e protagonizou a série “El Chapulín Colorado” (Chapolin no Brasil), que foi exibida entre 1970 e 1979. A série era uma paródia aos heróis americanos, um super-herói às avessas, cheio de medos e fraquezas, mas sempre pronto para defender quem o chamava: “- Oh! E, agora, quem poderá me defender?” “- Eu! “- O Chapolin Colorado!?” “- Não contavam com a minha astúcia!”,  "Calma, calma, não criemos cânico!", "Suspeitei desde o princípio", "Todos os meus movimentos são friamente calculados!", "Sim, eu vooouuu!" "Se aproveitam de minha nobreza!"

Com temas do cotidiano e humor inocente, as duas séries conquistaram o mundo, deixando um sem número de frases que continuam a ser pronunciadas por adultos e crianças de todo o mundo: “Foi sem querer, querendo!” “Isso, isso, isso!, “Tinha que ser o Chaves de novo!, “Tá bom, mas não se irrite!”,  “Ora, cale-se, cale-se, cale-se, você me deixa louco!”, “Ninguém tem paciência comigo!”, “Vamos, Tesouro, não se misture com essa gentalha! Sim, mamãe: Gentalha, gentalha, gentalha, gentalha!”, “Ora, que que foi, que que foi, o que que há?”, “Pois é, pois é, pois é, pois é, pois é!”, "Você sabe que a minha boca é um túmulo!", “É que eu tenho que evitar a fadiga!”.

Bolaños, além de grande escritor e ator, foi um ícone do humor, uma inspiração para todos nós, um exemplo a ser seguido na vida e na arte. Suas frases ficarão marcadas para sempre e seu legado continuará a crescer à medida que novas gerações conheçam as suas obras.  

Bolaños se foi, mas Chaves e Chapolin Colorado continuarão em nossas vidas, pois como ele mesmo dizia, “eu prefiro morrer do que perder a vida!”

Fernando Branco, professor na FACEB/UNIPAC Bom Despacho



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