iBOM | Seja participativa na vida do seu filho em todas as suas fases



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Bom Despacho (MG), 21 de setembro de 2017

Seja participativa na vida do seu filho em todas as suas fases

Publicado em 12/02/2016 06:19:51

DÉBORA RODRIGUES - O fim da licença-maternidade é um pesadelo para a maioria das mães. Junto com a volta ao trabalho, vem o sentimento de culpa por estar deixando o bebê “sozinho”. Isso é normal. É uma nova vida sobre a qual a mãe se sente a única responsável por seu bem-estar.

Para que esse período de adaptação seja menos dolorido para ambos (apesar de quem sofrer mais é a mãe), algumas precauções podem ser tomadas. A primeira é deixar seu filho com alguém de sua confiança ou que seja bem recomendado. Isso fará com que você fique mais seguro e também trará segurança quanto à maneira como seu bebê será tratado.

Contrate essa pessoa antes da sua licença acabar, para que ela entenda a rotina do bebê e você possa observar como ela trabalha. Caso prefira deixá-lo em uma creche, vale a mesma regra da recomendação: visitar o local algumas vezes em diferentes dias e horários e conversar com outros pais.

É necessário que a mãe entenda que estar presente na vida do filho não significa estar com ele fisicamente 24 horas por dia. Às vezes a mãe passa o dia todo junto com a criança, mas as redes sociais, televisão e os aplicativos de conversa não deixam que ela dê a atenção necessária para seu filho. Já outras, ficam poucas horas do dia com a criança mas fazem com que essas horas sejam qualitativas, estabelecendo, assim, um vínculo forte e suprindo a necessidade que a criança tem de estar com a mãe.

O contato com o filho pode ser mantido mesmo à distância através de uma ligação por vídeo, bilhetes pela casa (quando a criança estiver maior) e outros meios. A criança saberá entender a ausência da mãe caso ela faça do tempo que estiverem juntas momentos gostosos. Não deixe de estar junto em momentos importantes como a hora de dormir ou em alguns banhos. A intimidade entre mãe e bebê é essencial para que os laços se estreitem.

Com o passar do tempo, mãe e bebê irão se adaptando e se adequando à nova rotina. O que não pode é trazer presentes o tempo todo na intenção de substituir o tempo ausente. Sendo participativa na vida de seu filho em todas as suas fases, fará com que ele reconheça e jamais a culpe pelo tempo fora de casa trabalhando para dar-lhe uma vida bacana.

 

Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar em BD 



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