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Bom Despacho (MG), 19 de novembro de 2017

Mitos e verdades da alimentação de bebês que você deve saber

Publicado em 05/02/2016 16:21:08

DÉBORA RODRIGUES - Minha especialidade não é nutrição e nem medicina. Mas cada vez mais vejo coisas que me apavoram quando se trata da alimentação de bebês. Por isso, de vez em quando me atrevo a pesquisar (mesmo que algumas coisas sejam óbvias) e falar um pouco sobre isso na intenção de ajudar.

Tem uma criança que conheço, de um ano e meio de idade, que toda vez que a vejo ela está com uma mamadeira com Coca-Cola dentro. É sério. Conheço também vários pais que colocam qualquer coisa na boca da criança porque cismam que ela está passando vontade.

Sabemos que até os seis meses, a mãe que tem leite não precisa dar outro tipo de refeição para o filho e nem água. Os pediatras explicam que o leite materno contém tudo que o bebê precisa, inclusive para se hidratar.

Mas esse mito ainda paira sobre a maior parte das famílias brasileiras, principalmente entre os mais velhos que pensam ser “covardia” dos pais não dar nem água para o bebê. A melhor forma de decidir o que de fato fazer é conversando com seu pediatra. Escolha bem e confie nele.

Se a mãe tiver leite suficiente, estiver tudo bem com o bebê e seu organismo estando em dia, não há porque mexer num time que está ganhando. São apenas seis meses de leite materno para uma vida inteira experimentando novos sabores e texturas.

Caso a mãe não tenha leite e o bebê tome leite em pó, a maioria dos pediatras que li sobre o assunto disseram introduzir água, frutas e legumes um pouco mais cedo, mas isso não é uma regra geral. Cada bebê funciona de uma forma que deve ser respeitada e observada individualmente.

Sobre o bebê passar vontade vendo outra pessoa comer, alguns especialistas acreditam que isso não acontece se ele se alimenta apenas no peito. É que o bebê não consegue associar a nossa alimentação com a dele. Mas, a partir do momento em que se começa a introduzir outro tipo de alimentação em sua vida, aí sim ele passa a sentir vontade de colocar na boca aquilo que vê outras pessoas comendo.

Repito: escolha um pediatra competente, de sua confiança, e ouça-o. Ele estudou, se especializou e, assim como você, só quer o melhor para seu bebê. Não deixe que o senso comum te convença do contrário.

Débora Rodrigues é psicóloga e conselheira tutelar em BD



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